08.08.2025 - 18:24h
Roda de conversa debateu violência contra a mulher na Casa da Família
Evento promovido pela Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família fez parte das ações do Agosto Lilás e celebrou os 19 anos da Lei Maria da Penha
Na tarde desta quinta-feira (7), a Casa da Família, em Balneário Camboriú, foi palco de uma roda de conversa dedicada ao enfrentamento da violência contra a mulher. O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre o tema e fortalecer a integração entre as redes de proteção do município. A ação fez parte das ações do Agosto Lilás no município e celebrou os 19 anos da Lei Maria da Penha.
A prefeita Juliana Pavan destacou a necessidade do fortalecimento do diálogo e integração das ações, visando ampliar iniciativas de combate à violência contra a mulher. “É essencial que secretarias, órgãos de segurança e entidades da sociedade civil trabalhem de forma articulada para oferecer suporte completo e proteger as mulheres da nossa cidade. Tivemos a roda de conversa e estamos com muitas outras ações para o Agosto Lilás, buscando sempre novas formas de conscientizar e proteger as mulheres”, disse.
O secretário de Assistência Social, Mulher e Família, Omar Tomalih, reforçou a importância da mobilização social. “É inacreditável precisar, ainda em 2025, de encontros como este, pois a violência contra a mulher é algo que nunca deveria ter existido. Estes debates precisam ser multiplicados e cada um de nós deve ser agente de transformação na sociedade que queremos construir”, afirmou
Durante a roda de conversa, a delegada Ruth Henn, da Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), destacou o impacto da Lei Maria da Penha e o papel das redes de apoio no enfrentamento à violência doméstica. “Antes da lei, muitas situações eram tratadas como de menor potencial ofensivo, o que dificultava a punição adequada dos agressores e colocava as vítimas em risco. Com a lei, foi possível garantir mais proteção às mulheres e criar mecanismos de atendimento e acolhimento”, ressaltou.
A delegada também alertou para o alto número de medidas protetivas em vigor no município - atualmente cerca de 280 - e para os casos recentes de feminicídio em Santa Catarina, reforçando a necessidade de conscientização e apoio contínuo às vítimas.
O psicólogo Ítalo Nunes, da DPCAMI, abordou o papel do serviço psicológico tanto no acolhimento das vítimas quanto no trabalho de conscientização dos autores de violência. “A violência raramente é um ato isolado, mas sim resultado de uma narrativa de vida marcada por agressões físicas, emocionais e psicológicas. O acompanhamento psicológico permite avaliar riscos e fortalecer as mulheres para que possam romper o ciclo de violência, compreendendo que cada história é única e a tomada de consciência ocorre em diferentes momentos para cada pessoa”, relatou.
A diretora do Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres, Anna Nienkötter, ressaltou a urgência do enfrentamento à violência e a importância de ampliar o debate para todas as faixas etárias. “A violência contra a mulher é uma pandemia silenciosa e brutal, que fere os direitos humanos diariamente. Só na última semana, Santa Catarina registrou oito feminicídios. Isso é inaceitável e mostra o quanto ainda precisamos avançar enquanto sociedade”, afirmou Anna.
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