24.07.2025 - 18:12h
Relatório técnico revela falhas graves que causaram extravasamento de esgoto na elevatória da Rua 3700
Emasa concluiu a sindicância sobre falha em elevatória e anuncia compra de novas bombas
A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) finalizou a apuração interna sobre a pane eletromecânica que resultou no extravasamento de esgoto na Estação Elevatória de Esgoto (EEE-08), localizada na Rua 3700. O incidente, ocorrido no dia 12 deste mês, comprometeu o funcionamento da principal elevatória responsável por bombear todo o esgoto da região norte da cidade até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança.
Segundo relatório da sindicância instaurada pela autarquia, o evento foi consequência de uma sucessão de falhas mecânicas, operacionais e estruturais, agravadas por um histórico de ausência de investimentos em manutenção preventiva e pela falta de equipamentos de reserva em condições adequadas. Em um intervalo de apenas 15 dias, quatro motobombas (duas em operação e duas reservas) queimaram, deixando a estação completamente inoperante. Situação inédita na história da empresa.
Equipamentos obsoletos e armazenamento inadequado
De acordo com o diretor técnico da Emasa, Jefferson Andrade, a obsolescência dos equipamentos foi um dos principais fatores da falha. “As bombas tinham vida útil estimada entre sete e dez anos. Das quatro em uso, três foram adquiridas entre 2015 e 2017 e apenas uma nos últimos oito anos”, afirmou.
Além da idade avançada, o relatório também destaca o armazenamento inadequado dos equipamentos de reserva. Até dezembro de 2024, as bombas reservas permaneceram expostas ao tempo e à ação de agentes químicos presentes no ambiente de esgoto. Essa exposição comprometeu os componentes de vedação, facilitando a entrada de água nos motores logo após a reinstalação.
“Apesar de serem bombas lacradas, a exposição ao tempo pode ter provocado ressecamento das vedações, o que acabou permitindo a infiltração de água e, consequentemente, a queima dos motores”, explicou Jefferson.
Ausência de plano de manutenção preventiva
A sindicância apontou ainda que, até então, não havia um plano estruturado de manutenção preventiva e preditiva para os conjuntos motobomba. A falta de rotinas de inspeção, testes periódicos e infraestrutura técnica adequada comprometeu a capacidade de resposta diante de falhas emergenciais.
Gestão atual trabalha para reverter cenário
Desde março deste ano, mesmo sem previsão orçamentária específica, a atual gestão da Emasa tem atuado para corrigir as fragilidades estruturais e operacionais. Em 22 de julho, foi concluído o processo de compra emergencial de 16 novas bombas submersíveis, que serão fabricadas sob encomenda pela empresa vencedora da licitação. O prazo de entrega é de até seis meses.
Também está em fase de estudo a construção de um almoxarifado técnico coberto e climatizado, que garanta condições ideais para o armazenamento de peças e equipamentos de reposição. Enquanto a estrutura definitiva não é implantada, a Emasa já instalou uma cobertura provisória para proteger os materiais que antes ficavam ao ar livre.
Compromisso com a transparência e modernização
O diretor-presidente da EMASA, Auri Pavoni, destacou o compromisso da autarquia em enfrentar os problemas com seriedade e transparência. “O que aconteceu na elevatória da Rua 3700 é reflexo de anos de ausência de planejamento técnico e manutenção adequada. A sindicância nos forneceu o diagnóstico necessário para agir com firmeza e promover mudanças estruturais. Não vamos mais depender de soluções improvisadas”, afirmou.
Pavoni reforçou que, mesmo diante de um cenário crítico, a resposta da equipe técnica foi imediata. “Restabelecemos o funcionamento do sistema ainda no mesmo dia do incidente, com agilidade e responsabilidade. Nosso foco agora está na prevenção, na modernização da infraestrutura e na entrega de um serviço à altura da cidade”, concluiu.
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